Marketing Digital 22/09/2016

13 dicas para trabalhar como jornalista freelancer

Luciano Larrossa Publicado por Luciano Larrossa

Com a crise que está instalada nos jornais, o jornalismo freelancer tem sido uma opção cada vez mais considerada pelos vários profissionais do ramo. Até porque sai cada vez mais caro manter uma redação inteira num escritório. Ter jornalistas a realizar alguns artigos que necessitem de mais dedicação é uma aposta cada vez mais comum. Principalmente em meios que dão mais valor a um trabalho a longo prazo como as revistas ou programas de TV. Contudo, existe pouca em informação em português realtivamente a esta área, apesar de o número de jornalistas freelancers estar a aumentar todos os anos.

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Jornalista freelancer vs. jornalista

Para que perceba facilmente em que consiste um jornalista freelancer, é importante fazer a comparação com um jornalista de redação. Enquanto este último tem um salário fixo por mês e necessita de escrever artigos ditos do “dia-a-dia”, o jornalista freelancer decide o que quer escrever. Procura por uma matéria que ache interessante e propõe aos orgãos de comunicação social. Depois elas são aceites ou não. O salário? Esse é conseguido conforme o número de peças que vende e o valor de cama.

As principais questões de como conseguir um trabalho nesta área ou o que deve fazer para atuar como jornalista freelancer ficam muitas vezes por responder. Quando pensamos em arriscar uma profissão como esta, é importante não esquecer que um jornalista pode (e deve) saber desempenhar uma quantidade muito grande funções, que podem surgir através da sua boa capacidade de escrita. São elas as seguintes:

  • Escrever para um jornal
  • Escrever para uma revista
  • Fazer press releases
  • Produção de reportagens
  • Escrever num blog
  • Peças exporádicas para sites
  • Fotografias
  • Produção de panfletos
  • Divulgação de eventos
  • Cursos na internet
  • Palestras em faculdades
  • Produzir videos
  • Fazer  podcasts

Como pode verificar, existe uma grande quantidade de opções. Isto porque o saber escrever, pode ajudar o jornalista a diversificar um pouco a sua área de atuação, aumentando as possibilidades de ser contratado para algum trabalho e assim ganhar mais algum dinheiro. Esta diversificação acaba também por ser bastante positiva, visto que ajuda a ganhar experiência em outras áreas. Toda essa polivalência é cada vez mais fundamental para o mundo do jornalismo. Já passou o tempo em que escrever bons artigos era apenas a principal função. A chegada da internet acelerou esse processo. Hoje em dia, um jornalista precisa de saber escrever um texto, editar um video ou produzir uma gravação. São conhecimentos que podem fazer com que seja contratado ou não. Para que possa rapidamente entrar no mundo do jornalismo freelancer, ficam aqui 13 dicas que o podem ajudar a triunfar já hoje.

Diversifique a sua área de mercado

Como referi anteriormente, é importante que saiba trabalhar como escritor, editor de video ou fotógrafo. Estas características fazem com que fique mais adaptado ao futuro do jornalismo, que passa principalmente pela web. Ao ter um maior leque de opções, aumenta também a probabilidade de ser contratado por outros meios de comunicação. Com muita sorte, até poderá vender a sua peça em vários suportes, visto que hoje em dia todos os jornais já possuem um site e aí poderá negociar para eles a venda de um artigo para o papel e outro para o video do site.

Formas de pagamento

Uma das maiores preocupações que deve ter quando se tornar jornalista freelancer é em definir logo à partida as formas de pagamento. O que lhe aconselho é que apenas dê o seu artigo apenas quando realmente lhe pagarem. Digo isto porque muitos jornais aceitam a sua ideia, pedem que escreva o artigo, entrega-o, mas ele apenas é publicado ao fim de três meses. Ou seja, todo o dinheiro que investiu em telefonemas e deslocações acaba por ficar “parado” durante todo esse período. E só para não falar em situações em que o editor acaba por utilizar a sua peça para terceiros, ficando você sem receber dinheiro nenhum. Portanto, o melhor será sempre você proteger-se primeiro e só entregar o seu artigo quando realmente tiver recebido o pagamento. Antes de mais está a sua dignidade.

Saiba um pouco de tudo, mas muito apenas de um

Acredite: conseguir produzir alguma peça para um jornal generalista é bem mais difícil do que conseguir algum trabalho num jornal dedicado apenas a um ramo. Isto é, se for especialista numa área, consegue ser muito mais bem pago, pois os seus artigos terão um valor acrescentado. Contudo, não se pode esquecer do essencial desta profissão: se não trabalhar, não recebe. O fato de ter alguns conhecimentos em quase todas as áreas como a sociedade, educação ou desporto, faz com que aumente as suas chances de conseguir um trabalho, por mais básico que ele seja.

A importância da rede de contatos

Eu não aconselho ninguém a iniciar-se no mundo do jornalismo freelancing sem antes ter trabalhado numa redação. Por uma razão muito simples: precisa de uma rede de contatos. Não se esqueça que um jornalista freelancer tem que contar aquilo que foge da vulgaridade. Para o banal estão lá os que trabalham em redações. Mas para conseguir essas tais histórias quase exclusivas, necessita de ter uma rede de contatos muito grande, que lhe dêm informação quase privilegiada. E para consegui-la necessita de trabalhar vários e vários anos num jornal ou numa revista.

Quanto mais exclusivo melhor

O importante é fazer uma proposta que os jornais não possam mesmo recusar. Só assim conseguirá que as suas peças sejam aceites. Se fizer bem as contas, você para vender aquilo que está a produzir, precisa ter um assunto muito mais interessante que uma redação inteira. E para isso a exclusividade é uma palavra-chave. Portanto, pense sempre em temas “fora da caixa”. Fuja completamente ao que os jornais e revistas estão a dizer. Isso é para as pessoas da redação. O seu trabalho tem que ser muito mais interessante para os leitores.

Custos: um problema

Bons eram aqueles tempos em que não tinha que olhar para a conta do celular ou do telefone né? O jornal que se preocupasse com isso. Bem, se quiser se tornar um jornalista freelancer, os custos com telefonemas e deslocações tornam-se num problema muito grande. Mas para isso a internet está aqui para lhe dar uma ajuda. Quando quiser fazer uma peça, tente sempre os MEIs gratuitos como o email ou o Skype. É claro que em grande parte das situações não irá resultar, pois as pessoas não lhe vão responder. No entanto, algumas respostas conseguidas ao fim de um ano podem provocar um poupança enorme.

Escritório, precisa-se?

Não percebo aqueles jornalistas freelancers que mal começam o seu negócio querem abrir logo um escritório. Esta profissão é sempre de um grande risco, porque não recebe aquele salário fixo por mês. Se isso não acontece, não tem motivo para ter contas fixas. Pelo menos ao início, trabalhe apenas em casa ou num cowork quando precisar. São as melhores opções.

Jornalistas freelancers fixos: A melhor opção

Poderá questioner-se: Então se eu trabalho de um modo fixo para uma empresa, como estarei a ser um jornalista freelancer? Poderá ter cerca de três ou quadro publicações que sejam seus clientes fixos, que lhe peçam artigos cada vez que sai uma publicação. Ter esses clientes essenciais garantem-lhe um salário quase fixo e fazem com que fique mais descansado relativamento aos seus rendimentos.

Proponha muitos trabalhos

Não fique à espera que o telefone toque. J.K. Rowling foi recusada por 16 editoras, antes que a Bloomsbury decidisse publicar a história do Harry Potter. Você deve ter a mesma atitude quando estiver nesta profissão. Procure constantemente por novas publicações, não desista à primeira quando lhe recusarem uma proposta e tente sempre ter uma história melhor. Ser jornalista freelancer e ficar em casa à espera que o contactem são coisas incompatíveis. A persistência deve ser mesmo um modo de vida.

Tenha um bom portfólio

Quando procurar por novos clientes, é importante que tenha um portfolio bastante atrativo. Trabalhos grandes e que tenham sido alvo de boas críticas são as melhores opções. São esses que vão marcar a diferença entre um novo acordo ou a rejeição. São claramente o seu cartão de visita.

Mantenha-se atualizado

Apesar de ter dito que você tem que fugir um pouco à rotina das notícias dos jornais, manter-se atualizado é sempre importante. Por vários motivos: podem chamar-lhe para trabalhos de redação, temas atuais podem dar-lhe ideias para artigos ou para que nada de atual na sua área lhe escape.

Prepare-se para aprender sempre

O trabalho de jornalista freelancer obriga a uma renovação constante de conhecimentos. Ainda mais do que de um jornalista normal. Isto porque este género de trabalhadores tem que ir sempre até ao fundo da questão e procurar pelos pormenores mais relevantes. Além disso, e como afirmei anteriormente, precisa de estar sempre por dentro do que acontece em outras áreas e isso exige um estudo constante.

A hipótese internacional

A distância funciona a favor dos jornalistas freelancers. Isto porque as publicações internacionais poupam bastantes custos ao trabalhar com estes jornais no estrangeiro. Imagine que acontece uma tragédia no Brasil. É muito mais fácil e barato pedir a um profissional português que viva nessa país para realizar a tarefa do que pagar para um jornalista sair de Portugal e realizar esse artigo. Portanto, não se pode esquecer de enviar as suas peças e dar-se a conhecer às grandes cadeias internacionais. Nunca sabe quando irão precisar de si.

Já pensou em iniciar uma carreira como jornalista freelancer?

Como pôde ver, ser jornalista freelancer é uma faca de dois bicos: tanto pode ter vantagens enormes mas também desvantagens consideráveis. O importante será ver quais são as suas características e fazer uma análise, para saber se consegue se adequar a este modo de vida tão apaixonante.

E o leitor, já pensou em trabalhar como jornalista freelancer? O que acha desta profissão?

Abraço!

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