Calculadora de juros compostos: quanto rende o teu dinheiro
Esta calculadora de juros compostos mostra quanto vale o teu dinheiro daqui a uns anos, se o deixares a render. Escreves quanto tens para começar, quanto pões por mês, a rentabilidade anual (juros ou valorização) e o prazo, e vês o valor final, o que saiu do teu bolso e quanto rendeu.
Faz duas contas que as outras calculadoras costumam esquecer: tira o imposto de 28% que se paga em Portugal sobre os juros, e mostra quanto vale o resultado em dinheiro de hoje, depois da inflação. É o número que interessa para decidir.
O dinheiro que pões de uma vez, logo no início. Se vais só juntar todos os meses, põe zero.
Entra no fim de cada mês. Se não vais acrescentar nada, põe zero.
Pode ser a taxa de juro de um depósito (a TANB) ou a valorização média por ano que esperas de um investimento, como um fundo ou um ETF. Valor bruto, antes de impostos. Se não sabes que valor pôr, há exemplos de Portugal mais abaixo.
Em anos inteiros, de 1 a 60.
É a capitalização: de quanto em quanto tempo os juros ou a valorização passam a contar para o total e a render também. Num fundo ou ETF que reinveste, isso acontece continuamente. Se não sabes, deixa a mensal.
Nos depósitos e nos certificados de aforro o banco retém o imposto sempre que paga juros. Nos fundos e ETF de acumulação só pagas quando vendes.
Serve para mostrar quanto vale o resultado em dinheiro de hoje. O objetivo do Banco Central Europeu é 2%. Se não quiseres contar com a inflação, apaga o valor.
Escreve quanto tens para começar ou quanto pões por mês, a taxa e os anos, e o resultado aparece nesta zona.
Daqui a 20 anos, terás
0 €
0 €
saíram do teu bolso
0 €
de ganhos, antes do imposto
0 €
vão para imposto (28%)
0 €
de ganhos, já sem o imposto
Descontando a inflação (em dinheiro de hoje)
| No papel | Na verdade | |
|---|---|---|
| Puseste | 0 € | 0 € |
| Tens no fim | 0 € | 0 € |
| Ganhas | 0 € | 0 € |
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O que mais os acelera é o dinheiro que lá pões, e isso começa por ganhares mais. Conhece a profissão de gestor de tráfego com 6 aulas práticas.
Como cresce o teu dinheiro, ano a ano
Cada barra é o que terias no fim desse ano.
O que puseste Juros Em dinheiro de hoje
E se mudasses uma coisa?
A mesma conta, mudando só uma coisa de cada vez:
| O que muda | Terias |
|---|
A conta, ano a ano
Valores acumulados até ao fim de cada ano.
Alguma conta não bate certo? Avisa-me.
Vão também os valores que preencheste, para eu poder repetir a conta e perceber o que se passou. Mais nada.
Como a conta é feita: as entregas mensais entram no fim de cada mês. A taxa anual é convertida na taxa mensal equivalente à capitalização escolhida, por isso no fim de cada ano o resultado é exatamente o de juntar os juros 12 vezes, uma vez ou 365 vezes nesse ano. O imposto é a taxa liberatória de 28% sobre juros (artigo 71.º do Código do IRS) e a taxa de 28% sobre mais-valias (artigo 72.º), sem a opção de englobar. O valor em dinheiro de hoje divide o resultado pela inflação acumulada, e o que puseste em dinheiro de hoje faz o mesmo a cada entrega, desde o mês em que entra. Não conta comissões, que também se pagam todos os anos. Arredondamento ao cêntimo só no fim. Isto é uma simulação, e não aconselhamento de investimento: as taxas mudam, e rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras.
O que são juros compostos
Juros compostos são juros que rendem juros. Pões dinheiro numa aplicação, ao fim de um tempo recebes juros, e esses juros juntam-se ao dinheiro que lá estava. No período seguinte, a taxa já é calculada sobre o total, e não só sobre o que puseste no início.
No primeiro ano a diferença mal se vê. Ao fim de vinte ou trinta anos é enorme, porque cada ano rende sobre um valor maior do que o anterior. É por isso que se fala dos juros compostos como uma bola de neve: começa pequena, e o que a faz crescer é o tempo.
Parece simples, mas pouca gente o sabe fazer. No inquérito à literacia financeira de 2023, do Banco de Portugal, da CMVM e da ASF, só 24,2% dos portugueses responderam bem às perguntas sobre juros simples e juros compostos. Falo disso no artigo sobre educação financeira, que é por onde esta conta devia começar.
A fórmula dos juros compostos
Para um valor que pões de uma vez e deixas ficar, a fórmula é esta:
Valor final = C × (1 + i)n
- C é o capital inicial, o dinheiro com que começas.
- i é a taxa de juro de cada período, em decimal (5% escreve-se 0,05).
- n é o número de períodos em que os juros se juntam ao capital.
O segredo está no expoente. O tempo não multiplica o dinheiro uma vez, multiplica-o por si próprio tantas vezes quantos os períodos. É por isso que dobrar o prazo faz muito mais do que dobrar o resultado.
A fórmula com entregas mensais
Quem junta todos os meses soma uma segunda parte à conta. Com uma entrega E no fim de cada mês, e a taxa mensal i:
Valor final = C × (1 + i)n + E × ((1 + i)n − 1) ÷ i
Aqui o n é o número de meses. Cada entrega rende durante os meses que lhe faltam até ao fim: a do primeiro mês rende quase o prazo todo, a do último não rende nada.
Capitalização mensal, anual ou diária
A capitalização diz de quanto em quanto tempo os juros se juntam ao dinheiro. Com 5% ao ano e capitalização mensal, cada mês rende 5 ÷ 12 = 0,4167%. Com capitalização anual, os juros só se juntam uma vez, no fim do ano. Com a diária, todos os dias.
Quanto mais vezes, mais rende, mas a diferença é menor do que se pensa. Com 10 000 € a 5% durante 10 anos, a capitalização anual dá 16 288,95 €, a mensal dá 16 470,09 € e a diária dá 16 486,65 €. Entre a mensal e a diária vão menos de 17 €. O que muda a sério o resultado é a taxa e o tempo.
Exemplo de juros compostos com números
Pões 10 000 € numa aplicação que rende 5% ao ano, com os juros a juntarem-se uma vez por ano, e não mexes em nada.
- No fim do 1.º ano tens 10 500 €. Os juros foram 500 €.
- No fim do 2.º ano tens 11 025 €. Os juros já foram 525 €, porque os 5% contaram também sobre os 500 € do ano anterior.
- No fim do 3.º ano tens 11 576,25 €, com 551,25 € de juros nesse ano.
- No fim do 10.º ano tens 16 288,95 €. Pela fórmula: 10 000 × 1,0510.
Repara que os juros de cada ano sobem sozinhos, sem pores lá mais um cêntimo. É esse o efeito que a calculadora lá em cima te mostra no gráfico: a parte amarela da barra, os juros, vai ocupando cada vez mais espaço.
Juros simples e juros compostos: qual é a diferença
Nos juros simples, a taxa conta sempre sobre o valor inicial. Os juros que recebes não rendem nada. Nos juros compostos, os juros juntam-se ao capital e passam a render também.
Com os mesmos 10 000 € a 5% ao ano durante 30 anos:
| Juros simples | Juros compostos | |
|---|---|---|
| Juros de cada ano | sempre 500 € | de 500 € a 2 058 € |
| Valor ao fim de 30 anos | 25 000 € | 43 219,42 € |
São mais 18 219,42 € com o mesmo dinheiro, a mesma taxa e o mesmo prazo. A única diferença é deixar os juros ficar lá dentro. Os juros simples aparecem sobretudo em empréstimos de curto prazo e em alguns produtos que pagam os juros e não os reinvestem. Um depósito a prazo que te paga os juros para a conta à ordem, e que tu gastas, funciona na prática como juros simples.
A regra dos 72: em quanto tempo o dinheiro duplica
Há um atalho para fazer esta conta de cabeça. Divides 72 pela taxa de juro anual, e o resultado é mais ou menos o número de anos que o dinheiro leva a duplicar.
- A 1,59%, a taxa média dos depósitos a prazo em Portugal em julho de 2026: 72 ÷ 1,59 = cerca de 45 anos.
- A 2,5%, a taxa dos certificados de aforro em setembro de 2026: cerca de 29 anos.
- A 6%: 12 anos.
- A 10%: 7,2 anos.
É uma aproximação, e funciona melhor entre 6% e 10%. Com taxas baixas engana-se por um ou dois anos: a 1,59% com capitalização anual, a conta exata dá 43,9 anos. A calculadora mostra-te as duas, a da regra e a exata, para a taxa que escreveres.
A regra também serve ao contrário, e aí é menos simpática. Com uma inflação de 3%, os preços duplicam em cerca de 24 anos. Um cartão de crédito a 18% duplica a dívida em 4 anos.
O efeito do tempo: começar aos 25 ou aos 40
Este é o exemplo que mais mexe com as pessoas, e as contas são da calculadora. Duas pessoas põem 100 € por mês numa aplicação que rende 5% ao ano, com capitalização mensal, até aos 65 anos.
- A que começa aos 25 põe dinheiro durante 40 anos. Saem-lhe do bolso 48 000 € e chega aos 65 com 152 602,02 €.
- A que começa aos 40 põe dinheiro durante 25 anos. Saem-lhe do bolso 30 000 € e chega aos 65 com 59 550,97 €.
A primeira pôs mais 18 000 € e acaba com mais 93 051,05 €. Para chegar ao mesmo valor, quem começa aos 40 teria de pôr cerca de 256 € por mês, mais do dobro.
E há uma versão ainda mais dura. Se a pessoa dos 25 puser os 100 € só durante 10 anos, até aos 35, junta 15 528,23 €. Se depois parar e deixar tudo a render até aos 65, acaba com 69 376,16 €. Pôs 12 000 € e bateu quem pôs 30 000 €, só por ter começado mais cedo.
Isto não quer dizer que aos 40 já seja tarde. Quer dizer que o tempo que falta se compensa com mais dinheiro por mês, e é aí que está a parte que se pode mudar. É o mesmo argumento que uso em como ficar rico em Portugal: com pouco dinheiro, o primeiro degrau é ganhar mais, e só depois investir.
Juros compostos e inflação: o valor em dinheiro de hoje
O número que a aplicação te mostra daqui a 20 anos não compra o mesmo que hoje. Os preços sobem, e cada euro compra menos. Por isso a calculadora mostra também o valor em dinheiro de hoje: quanto aquele total valeria se o gastasses aos preços de agora.
Para a comparação ser justa, o que foste pondo também passa para dinheiro de hoje. Os 100 € que pões daqui a dez anos compram menos do que os 100 € que pões este mês, por isso não se podem somar como se valessem o mesmo. Com os dois lados na mesma medida, a calculadora diz-te se ganhaste ou perdeste poder de compra: o ganho real.
Com 2% de inflação por ano, que é o objetivo do Banco Central Europeu, 10 000 € guardados no colchão durante 20 anos continuam a ser 10 000 €, mas compram o que hoje compram 6 729,71 €. Perdeste um terço sem fazer nada.
A inflação nem sempre fica nos 2%. Em agosto de 2026, os preços em Portugal subiram 3,3% face a um ano antes, segundo a estimativa rápida do INE. Se usares esse valor na calculadora, vais ver o resultado real descer bastante.
A regra que interessa é esta: se a taxa que te fica depois de impostos for mais baixa do que a inflação, o dinheiro está a encolher, mesmo com o saldo a subir. Um depósito a 1,59% com 28% de imposto rende à volta de 1,15% limpo por ano, abaixo dos 2%. A calculadora avisa-te sempre que isto acontece.
Impostos sobre juros em Portugal: a taxa de 28%
Em Portugal, os juros pagam IRS à taxa de 28%. Nos depósitos e nos certificados de aforro chama-se taxa liberatória (artigo 71.º do Código do IRS): o banco ou o Estado retêm o imposto no momento em que pagam os juros, e não tens de fazer mais nada. Dos 100 € de juros, recebes 72 €.
Imposto retido todos os anos ou só no fim
Nos fundos e nos ETF de acumulação, que reinvestem os ganhos em vez de os pagar, o imposto só aparece quando vendes. Aí pagas 28% sobre a mais-valia, a diferença entre o que recebes e o que puseste (artigo 72.º).
A taxa é a mesma, mas o momento muda o resultado. Com 10 000 € a 5% durante 20 anos, com capitalização anual:
- Sem imposto nenhum, terias 26 532,98 €.
- Com o imposto retido de cada vez que recebes juros, ficas com 20 285,94 €, e pagaste 4 000,09 € de imposto.
- Com o imposto só no fim, ficas com 21 903,74 €, e pagas 4 629,23 € de imposto.
Pagas mais imposto no segundo caso e, mesmo assim, ficas com mais dinheiro. É porque o dinheiro do imposto passou 20 anos a render para ti antes de ir para o Estado. É um dos efeitos dos juros compostos que quase ninguém explica.
E o englobamento?
Podes optar por somar estes rendimentos aos outros na declaração de IRS, e aí pagam à tua taxa de IRS em vez dos 28%. Para quem ganha pouco, pode compensar. A calculadora não faz essa conta, porque depende do resto dos teus rendimentos: o simulador do Portal das Finanças mostra-te a diferença quando entregas a declaração. Uma nota: quem vende títulos que teve menos de 365 dias e está no escalão mais alto do IRS é obrigado a englobar.
Onde se aplicam os juros compostos em Portugal
Antes da lista, uma coisa clara: não sou consultor financeiro, e esta página não te diz onde pôr o teu dinheiro. Serve para perceberes a conta e para testares taxas realistas. Cada produto tem riscos, custos e regras que tens de ler antes de decidir, e a decisão é tua.
Depósitos a prazo
Em julho de 2026, a taxa média dos novos depósitos a prazo dos particulares foi de 1,59% (Banco de Portugal, dados publicados a 2 de setembro de 2026). É dinheiro garantido, até 100 000 € por pessoa e por banco pelo Fundo de Garantia de Depósitos, mas a taxa limpa fica muitas vezes abaixo da inflação. Muitos depósitos pagam os juros no fim e não os reinvestem, por isso só há juros compostos se voltares a pôr esses juros no depósito seguinte.
Certificados de aforro
Para novas subscrições da Série F, a taxa bruta de setembro de 2026 é de 2,5%, o máximo que a série permite (IGCP). A taxa muda todos os meses com a Euribor a 3 meses, com um mínimo de 0% e um máximo de 2,5%, e a partir do 2.º ano soma prémios de permanência. Os juros juntam-se ao capital de três em três meses, já sem o IRS. É dívida do Estado português.
Fundos de índice e ETF
Um ETF que acompanha um índice mundial de ações compra pequenas partes de milhares de empresas de uma vez. O índice MSCI World, em euros e com os dividendos reinvestidos, rendeu em média 6,64% por ano entre o fim de 2000 e agosto de 2026, antes dos custos dos fundos (ficha oficial da MSCI).
A média esconde o caminho. Nesse mesmo período, o índice chegou a cair 53,6% entre 2001 e 2009, e só em 2022 perdeu 12,78%. Quem vendeu no pior momento perdeu dinheiro a sério. Nas ações não há taxa garantida: há anos bons, anos maus, e uma média que só aparece a quem aguenta muitos anos sem mexer. Rentabilidades passadas não garantem rentabilidades futuras, e isto não é uma frase para cumprir calendário.
A mesma conta nos três casos
Para veres a diferença, 100 € por mês durante 20 anos, com 2% de inflação:
| Onde | Taxa | Imposto | Terias | Em dinheiro de hoje | Ganho real |
|---|---|---|---|---|---|
| Conta à ordem | 0% | nenhum | 24 000,00 € | 16 151,31 € | −3 649,63 € |
| Depósito a prazo | 1,59% | todos os anos | 26 955,40 € | 18 140,21 € | −1 660,73 € |
| Certificados de aforro, sem prémios | 2,5% | todos os anos | 28 862,86 € | 19 423,88 € | −377,06 € |
| Índice mundial, se repetisse a média | 6,64% | no fim | 42 629,36 € | 28 688,34 € | +8 887,40 € |
Em todos os casos saem-te do bolso 24 000 €, que em dinheiro de hoje valem 19 800,94 €. É com este número que se compara a coluna do dinheiro de hoje, e a diferença é o ganho real. Com 2% de inflação, só a última linha ganha poder de compra: até os certificados, a 2,5% antes do imposto, ficam a 1,8% depois dele, abaixo da inflação. A última linha é a mais alta e a menos certa: é o que darias se os próximos 20 anos repetissem a média dos últimos 25, e ninguém sabe se vão repetir. Os certificados, na realidade, dão um pouco mais do que a tabela, por causa dos prémios de permanência que a calculadora não conta.
Os juros compostos também trabalham contra ti
A mesma conta que faz crescer uma poupança faz crescer uma dívida. Num cartão de crédito ou num crédito que acumula juros por pagar, a bola de neve é tua, mas rola ao contrário. Antes de pensares em investir, paga as dívidas caras: nenhum depósito rende o que um cartão cobra.
Perguntas frequentes sobre juros compostos
Como se calculam juros compostos?
Multiplicas o capital por 1 mais a taxa, tantas vezes quantos os períodos: 10 000 € a 5% durante 3 anos dá 10 000 × 1,05 × 1,05 × 1,05 = 11 576,25 €. Se juntas dinheiro todos os meses, cada entrega faz a mesma conta durante os meses que lhe faltam, e a calculadora soma tudo.
Quanto rendem 10 000 € em 10 anos?
Depende da taxa. A 5% com capitalização anual, e sem impostos, ficam 16 288,95 €. Com os 28% de imposto e com as taxas atuais dos depósitos, muito menos. Escreve os teus números na calculadora e vês os dois casos.
Capitalização diária rende muito mais do que a mensal?
Não. Com 10 000 € a 5% durante 10 anos, a diária dá 16 486,65 € e a mensal 16 470,09 €. Desconfia de quem te vende um produto por capitalizar todos os dias: o que pesa é a taxa.
Que rentabilidade devo pôr na calculadora?
A taxa bruta anual do produto que estás a pensar usar. Para depósitos, a TANB que o banco te dá. Para certificados de aforro, a taxa do mês em que subscreves. Para ações, não há taxa: podes testar médias históricas, mas sabendo que são só isso. Se uma taxa acima de 10% ao ano te for prometida como certa, afasta-te.
É possível viver dos juros compostos?
É, mas as contas pedem muito capital. Com 2,5% limpos por ano, para teres 1 000 € de juros por mês precisas de cerca de 480 000 € aplicados. Quase sempre, a forma mais rápida de lá chegar não é encontrar uma taxa melhor, é aumentar o que consegues pôr todos os meses.
Há mais calculadoras destas?
Há. Estão todas na central de ferramentas: salário líquido, IVA, recibos verdes, quanto cobrar e contas de negócio.
E agora, de onde vem o dinheiro para pôr lá?
Se mexeste na calculadora, reparaste numa coisa: para quem está a começar, a taxa muda menos o resultado do que o dinheiro que lá pões. Quem junta 100 € por mês a 2,5% durante 20 anos chega a 31 097,47 €. Se conseguir uma taxa de 3,5%, chega a 34 686,93 €, mais 12%. Se, em vez disso, passar a pôr 200 € por mês, chega a 62 194,94 €, o dobro.
Os juros compostos são o motor, mas o combustível é o dinheiro que entra. Por isso, antes de passares horas a comparar produtos, faz a conta ao que te sobra. Começa por saber quanto te entra limpo com a calculadora de salário líquido, e depois pensa em como fazer esse número crescer.
É disso que falo nos hábitos que me ajudaram a enriquecer, como adiar recompensas e fazer contas o tempo todo, e nos livros que me ajudaram a ganhar mais. Ganhar mais não tem de esperar pelo próximo aumento. Há quem o faça com uma profissão digital ao lado do emprego, e é por isso que o convite para o mini-curso está ali em cima, ao lado do resultado.
Outras ferramentas que te podem servir
- Calculadora de salário líquido
Quanto te entra na conta, com as tabelas de IRS de 2026. - Compensa trabalhar a recibos verdes?
Contrato ou recibos verdes: quanto tens de faturar para ficares igual. - Quanto cobrar por hora
O valor da tua hora de trabalho.