Os sites para freelancers dividem-se em três tipos: plataformas portuguesas onde clientes de cá pedem orçamentos, marketplaces internacionais onde concorres com profissionais do mundo inteiro, e portais de emprego e trabalho remoto que também publicam projetos à peça. Revi a lista inteira em setembro de 2026, site a site: tirei os que fecharam ou deixaram de fazer sentido, juntei os que hoje funcionam em Portugal e acrescentei quanto cada plataforma fica do que ganhas.
Nota: Se estás a pensar trabalhar por conta própria no digital, conhece o nosso mini-curso gratuito. São 6 aulas sobre a profissão de gestor de tráfego, uma das que mais se contrata em regime freelancer.
Resumo: as 25 plataformas freelancer numa tabela
| Plataforma | Tipo | Melhor para | Quanto custa ao freelancer |
|---|---|---|---|
| Zaask | serviços profissionais, PT | serviços locais e criativos | créditos por proposta enviada |
| Fixando | serviços profissionais, PT | serviços locais e criativos | créditos por resposta |
| Carga de Trabalhos | portal de emprego, PT | comunicação, design, marketing | grátis para candidatos |
| Indústria Criativa | marketplace criativo, PT | design, branding, web | grátis, com plano PRO pago |
| MKTalent | recrutamento, PT | marketing digital | grátis para candidatos |
| Net-Empregos | portal de emprego, PT | todas as áreas | grátis |
| SAPO Emprego | portal de emprego, PT | todas as áreas | grátis |
| Landing.jobs | emprego tech, PT/Europa | programação, dados, produto | grátis |
| ITJobs.pt | emprego tech, PT | informática | grátis |
| Upwork | marketplace global | quase todas as áreas | 0 a 15 % por contrato |
| Fiverr | marketplace global | serviços em pacote | 20 % por encomenda |
| Freelancer.com | marketplace global | projetos pontuais | 10 % ou 5 USD por projeto |
| Workana | marketplace, América Latina | quem fala português e espanhol | 20 %, desce para 10 % e 5 % |
| PeoplePerHour | marketplace, Reino Unido e Europa | design, web, escrita | comissão por projeto |
| Toptal | rede seletiva | programadores, designers e finanças sénior | processo de seleção |
| Guru | marketplace global | serviços técnicos e escrita | comissão por fatura |
| Contra | rede profissional | criativos e tech | ver condições no site |
| rede profissional | todas as áreas | grátis, com plano pago | |
| Indeed (com Glassdoor) | portal de emprego global | todas as áreas | grátis |
| We Work Remotely | trabalho remoto | tech, design, marketing | grátis para candidatos |
| Remote OK | trabalho remoto | tech e marketing | grátis para candidatos |
| EU Remote Jobs | trabalho remoto na Europa | vagas em fusos europeus | grátis para candidatos |
| Jobspresso | trabalho remoto | tech, marketing, suporte | grátis |
| ProBlogger Job Board | escrita | redatores e bloggers | grátis |
| FlexJobs | trabalho remoto | vagas verificadas | subscrição paga |
As comissões são as publicadas em setembro de 2026 e mudam com frequência. Confirma sempre nos termos de cada plataforma antes de aceitares um trabalho.
Antes de te registares: três cuidados
O primeiro é o preço. Várias plataformas pedem-te um valor por hora logo no registo, e a tentação é pôr o mais baixo possível para ser escolhido. É um erro: atrais os clientes que só procuram barato e acabas a trabalhar quase de graça. Se ainda não sabes que valor pôr, calcula quanto cobrar por hora a partir do que precisas de receber limpo, das despesas e das horas que queres trabalhar.
O segundo é o perfil. Preenche tudo, com fotografia, descrição clara do que fazes e exemplos de trabalho. Se fosses tu a contratar, escolherias alguém que não mostra nada do que sabe fazer? Se ainda não tens nada para mostrar, vê estes exemplos de portfólio e monta o teu antes de começares a concorrer.
O terceiro é a comissão. Uma plataforma que fica com 20 % obriga-te a cobrar mais para receberes o mesmo. Faz a conta antes de enviares a proposta, e lembra-te de que ainda há impostos a descontar do que sobra.
Plataformas portuguesas de serviços profissionais
São as plataformas onde um cliente em Portugal descreve o que precisa (“preciso de um logótipo”, “quero um site para o meu restaurante”) e recebe orçamentos de vários profissionais. É o formato mais parecido com um cliente a bater-te à porta.
1. Zaask
A Zaask é a plataforma portuguesa de serviços profissionais mais conhecida, com categorias que vão das obras e mudanças ao design, fotografia, marketing, programação e tradução. Funciona com créditos: cada pedido de orçamento tem um valor em créditos, e gastas esses créditos para enviar a tua proposta. Em cada pedido podem concorrer até cinco profissionais. As avaliações dos clientes ficam no teu perfil e pesam muito nas escolhas seguintes.
A vantagem é que os pedidos vêm de clientes reais em Portugal, muitas vezes pequenos negócios. A desvantagem é que pagas para concorrer, mesmo quando não ficas com o trabalho, por isso convém escolher bem os pedidos a que respondes.
2. Fixando
A Fixando funciona de forma parecida: o cliente publica o pedido, tu respondes com uma proposta e gastas créditos por cada resposta. O cliente tem de validar o telemóvel quando faz o pedido, o que filtra parte dos pedidos pouco sérios. Tem categorias de serviços para casa, eventos, aulas e serviços profissionais como design, marketing e desenvolvimento web.
O cuidado é o mesmo da Zaask: há queixas públicas de profissionais que gastaram créditos em pedidos sem resposta, por isso começa com poucos créditos e mede o retorno antes de investir mais.
Portais portugueses de emprego e projetos
3. Carga de Trabalhos
O Carga de Trabalhos apresenta-se como o portal de emprego número 1 em Portugal na área da comunicação, e é dos sites mais antigos do género (mudou recentemente o endereço para .pt). Publica vagas de design, marketing, comunicação e audiovisual, e muitas delas são em regime freelancer: basta filtrar. Para o candidato é grátis. A concorrência em cada anúncio é grande, por isso ajuda muito ter o portfólio pronto a enviar.
4. Indústria Criativa
A Indústria Criativa é uma plataforma portuguesa dedicada só ao mercado criativo, ativa desde 2016. Junta portfólios, ofertas de emprego e projetos freelance: o cliente publica o projeto com prazo e orçamento indicativo, e os freelancers da área recebem o aviso e enviam propostas. É uma das melhores opções para designers, ilustradores, web designers e profissionais de branding. Tem um plano PRO pago para quem quer mais visibilidade.
5. MKTalent
A MKTalent é uma consultora de recrutamento especializada em marketing digital. Publica ofertas de emprego e de projetos freelance na área e tem uma base de perfis de profissionais onde te podes registar. O foco estreito é a força e a limitação: ótimo para quem trabalha em marketing, inútil para as outras áreas.
6. Net-Empregos
O Net-Empregos é um dos portais de emprego mais usados em Portugal, com vagas de todas as áreas. Não é uma plataforma freelancer, mas pesquisando por “freelancer”, “part-time” ou “remoto” aparecem sempre projetos e colaborações pontuais. Dá para criar alertas por e-mail.
7. SAPO Emprego
O SAPO Emprego é outro portal generalista português, com pesquisa por localização, área e tipo de contrato. Tal como no Net-Empregos, os trabalhos freelance estão misturados com as vagas normais, por isso usa os filtros e as palavras-chave certas.
8. Landing.jobs
A Landing.jobs é uma plataforma portuguesa de emprego em tecnologia, com vagas em Portugal e no resto da Europa: programação, dados, produto, design. Inclui posições remotas e contratos para quem trabalha por conta própria. Se és da área tech, é das primeiras onde deves ter perfil.
9. ITJobs.pt
O ITJobs.pt é o portal português de emprego em informática. Tem filtros para trabalho remoto e para regime freelancer, e muitas das ofertas vêm de consultoras que contratam profissionais à hora ou ao projeto.
Marketplaces internacionais
Aqui o mercado é o mundo. Há mais trabalho, mas também mais concorrência, e na maior parte delas precisas de inglês razoável.
10. Upwork
A Upwork é o maior marketplace de freelancers do mundo ocidental, com trabalho em quase todas as áreas: programação, design, escrita, marketing, apoio administrativo, tradução. Os clientes publicam projetos e tu envias propostas usando “Connects”, uma espécie de créditos. Desde maio de 2025, a taxa que a Upwork cobra ao freelancer deixou de ser fixa em 10 % e passou a variar entre 0 e 15 % por contrato.
O começo é lento: sem avaliações, é difícil ser escolhido. Muita gente aceita os primeiros trabalhos por menos para construir o perfil, e depois sobe o preço.
11. Fiverr
A Fiverr funciona ao contrário das outras: em vez de concorreres a projetos, crias “gigs”, serviços em pacote com preço fixo (“faço o teu logótipo por X”, “escrevo 5 posts por Y”), e é o cliente que te encontra. A Fiverr fica com 20 % de cada encomenda, incluindo gorjetas. Serve bem para serviços fáceis de empacotar.
12. Freelancer.com
A Freelancer.com diz ter mais de 90 milhões de utilizadores registados. Os clientes publicam projetos ou concursos e os freelancers licitam. A taxa para o freelancer é de 10 % do valor do projeto ou 5 dólares, o que for maior. A concorrência em preço é forte, sobretudo nos projetos pequenos.
13. Workana
A Workana é a maior plataforma freelancer da América Latina e funciona em português e espanhol, o que a torna acessível a quem não domina o inglês. A maioria dos clientes é do Brasil e da América Latina, por isso os valores tendem a ser mais baixos do que em Portugal. A comissão começa nos 20 % com cada cliente novo, desce para 10 % quando esse cliente já te pagou mais de 300 dólares e para 5 % acima dos 3 000 dólares. A aprovação do perfil pode demorar alguns dias.
14. PeoplePerHour
A PeoplePerHour é um marketplace com base no Reino Unido e muitos clientes europeus. Funciona com propostas a projetos e com serviços em pacote, à semelhança da Fiverr. É uma boa alternativa à Upwork para quem trabalha em design, web e escrita e quer clientes em fusos horários próximos.
15. Toptal
A Toptal não é para começar. É uma rede de freelancers com processo de seleção exigente (testes, entrevistas e projeto de avaliação) para programadores, designers, gestores de produto e especialistas em finanças com experiência. Quem entra trabalha com empresas grandes e com valores altos por hora.
16. Guru
A Guru é um dos marketplaces mais antigos, forte em trabalhos técnicos, programação, engenharia e escrita. Tem um sistema de pagamento seguro por etapas e uma comissão por fatura que depende do plano que escolheres.
17. Contra
A Contra é uma rede profissional pensada para freelancers criativos e de tecnologia: montas um perfil com portfólio e serviços, e os clientes contratam-te diretamente. É mais recente do que as outras e ainda tem menos clientes em Portugal, mas o perfil funciona também como página de portfólio.
Portais de emprego e trabalho remoto
18. LinkedIn
O LinkedIn não é uma plataforma freelancer, e mesmo assim é por onde muitos freelancers conseguem os melhores clientes. Tem vagas com filtro de “trabalho remoto” e “contrato”, mas o que resulta mais é o perfil bem feito e a presença: publicar sobre o teu trabalho e falar diretamente com quem decide.
19. Indeed (e Glassdoor)
A Indeed é o maior agregador de emprego do mundo e tem versão portuguesa. Pesquisa por “freelancer”, “remoto” ou “independente” e cria alertas. Desde 2025, a Glassdoor, que pertence ao mesmo grupo, foi integrada na Indeed. Continua útil para veres avaliações de empresas e salários antes de aceitares uma proposta.
20. We Work Remotely
O We Work Remotely é um dos portais de trabalho remoto mais conhecidos, com vagas de programação, design, marketing, suporte e vendas. A maioria das empresas é internacional e escreve em inglês.
21. Remote OK
O Remote OK agrega vagas remotas de todo o mundo, com filtros por área e por região. Muitas vagas indicam logo o intervalo salarial, o que poupa tempo.
22. EU Remote Jobs
O EU Remote Jobs junta vagas remotas em fusos horários europeus, o que interessa a quem está em Portugal e não quer trabalhar de madrugada para clientes nos Estados Unidos.
23. Jobspresso
O Jobspresso publica uma seleção de vagas remotas revistas à mão, em tecnologia, marketing, suporte ao cliente e escrita. São menos vagas, mas mais filtradas.
24. ProBlogger Job Board
O ProBlogger Job Board é dedicado a quem escreve: redatores, bloggers, criadores de conteúdo. As vagas são em inglês. Se escreves em português, vê também o que faz um copywriter em Portugal e como se posiciona.
25. FlexJobs
A FlexJobs cobra uma subscrição ao candidato, e é essa a diferença: as vagas são verificadas uma a uma para tirar esquemas e anúncios falsos. Faz sentido se já sabes o que procuras e queres poupar tempo a filtrar.
Trabalhos freelancer para iniciantes: por onde começar
Se nunca trabalhaste como freelancer, não te registes nas 25 ao mesmo tempo. Escolhe duas ou três e trata-as bem.
- Tens uma profissão que se vende localmente (design, fotografia, web, marketing para pequenos negócios): Zaask ou Fixando, mais a Indústria Criativa se fores da área criativa.
- Queres trabalhar para fora e tens inglês razoável: Upwork e Fiverr, e aceita que os primeiros trabalhos servem para ganhar avaliações.
- Não dominas o inglês: Workana, sabendo que os valores são mais baixos.
- És da área tech: Landing.jobs, ITJobs.pt e os portais remotos.
E, em paralelo, fala diretamente com negócios. As plataformas ajudam a começar, mas os clientes que ficam contigo anos, sem comissão pelo meio, costumam vir de contacto direto e de recomendações. Há profissões que se prestam muito a isto, como a de assistente virtual ou a de gestor de redes sociais, porque qualquer pequeno negócio precisa delas.
Recibos verdes, IVA e comissões: o que muda quando recebes
Para receberes de clientes, dentro ou fora de uma plataforma, precisas de atividade aberta nas Finanças como trabalhador independente e de passar recibo ou fatura. Em 2026, quem faturou menos de 15 000 euros no ano anterior pode ficar isento de IVA pelo artigo 53.º do Código do IVA. Clientes estrangeiros e plataformas internacionais têm regras próprias de faturação, por isso vale a pena uma conversa com um contabilista antes do primeiro pagamento. Tenho um guia mais completo sobre ser freelancer em Portugal que explica a parte prática.
Conta também com a comissão da plataforma e com a taxa de levantamento do dinheiro (transferência, PayPal, Payoneer). Um trabalho de 100 euros na Fiverr deixa-te 80 antes de impostos.
Perguntas frequentes sobre sites para freelancers
Qual é a melhor plataforma freelancer em Portugal?
Depende do que fazes. Para serviços a clientes portugueses, a Zaask e a Fixando são as que têm mais pedidos. Para a área criativa, a Indústria Criativa e o Carga de Trabalhos. Para clientes internacionais, a Upwork e a Fiverr.
Há alguma app para trabalhar como freelancer em Portugal?
Sim. A Zaask tem uma app própria para profissionais, e a Upwork, a Fiverr, a Freelancer.com, o LinkedIn e a Indeed também têm app para telemóvel, onde recebes propostas e mensagens de clientes.
As plataformas freelancer são seguras?
As grandes plataformas internacionais protegem o pagamento: o cliente deposita o valor antes de começares e só o liberta quando entregas. Desconfia de qualquer cliente que te peça para sair da plataforma logo no início ou para pagares alguma coisa para teres acesso ao trabalho.
Quanto cobram as plataformas freelancer?
Em setembro de 2026: Fiverr 20 %, Freelancer.com 10 % (mínimo 5 dólares), Upwork entre 0 e 15 %, Workana de 20 % a 5 % consoante o que já faturaste com o cliente. A Zaask e a Fixando cobram créditos por cada proposta enviada. Os portais de emprego são grátis para o candidato.
Dá para começar como freelancer sem experiência?
Dá, mas não em todas as plataformas. Nas que funcionam por avaliações, os primeiros trabalhos são os mais difíceis de conseguir. Ajuda muito ter um portfólio, mesmo que feito com projetos teus, e começar por uma profissão que tenha procura constante, em vez de oferecer “um pouco de tudo”.
Nota: Se queres uma profissão que os negócios em Portugal contratam todos os meses, vê o nosso mini-curso gratuito de gestor de tráfego.
